Os traços históricos da Suíça em São Paulo são muitos e, em geral, pouco conhecidos. Dentre tantos exemplos na capital, vale destacar alguns pontos.
Num belo casarão da Alameda Ministro Rocha Azevedo, no Jardim Paulista, funcionou o Consulado Geral da Suíça em São Paulo (hoje situado na Avenida Paulista). O bairro dos Campos Elíseos foi idealizado e loteado no final do século XIX por empresários suíços e a Rua Helvetia é uma homenagem ao país (Helvetia deriva do latim e designava a região habitada pela tribo celta dos helvécios). Interlagos, situado entre as represas de Guarapiranga e Billings, recebeu esse nome inspirado em Interlaken, que fica entre dois lagos nos Alpes suíços. Lauzane Paulista, de topografia montanhosa, tem como referência a cidade de Lausanne. Achilles Isella, industrial e cônsul da Suíça em São Paulo, fundou a Casa Helvetia, que importava materiais de construção europeus, e foi responsável pela construção do Palacete Helvetia, um edifício art nouveau localizado no centro da cidade. O cônsul também criou a Société Anonyme des Chocolats Suisses de São Paulo, na Vila Mariana, que mais tarde deu origem à Lacta.
O sanitarista suíço Adolfo Lutz dirigiu o Instituto Bacteriológico de 1892 a 1908 (hoje Instituto Adolfo Lutz). O arquiteto franco-suíço Le Corbusier teve grande influência na arquitetura modernista brasileira e o fotógrafo suíço Guilherme Gaensly retratou a cidade, os bondes e os elegantes casarões da Av. Paulista.
Desde 2020, o maestro suíço Thierry Fischer é Diretor Musical e Regente Titular da OSESP – Orquesta Sinfônica do Estado de São Paulo. Na Zona Sul, funcionam tanto a Escola Suíço-Brasileira como a ONG Casa dos Curumins, que atende crianças e jovens vulneráveis. E os laços econômicos entre Brasil e Suíça são reforçados por instituições como a Câmara de Comércio Suíço-Brasileira (SWISSCAM), fundada em 1945. No mapa da cidade de São Paulo, o leitor encontrará muitas marcas da Suíça na capital paulistana.